quinta-feira, junho 12, 2008

Sentir o interior

Senta numa madeira cortada ao meio
Feita como banco de praça,
debaixo de uma árvore que só tem no interior
e vê as colinas: elas podiam ser pistas de eski!
Ouve o carro que vem no horizonte trêmulo do sol,
chegando lento como o progresso.
E só a cabeça mexe seguindo o carro que buzina
desenhando o som no lugarejo parado.
Vê o futebol no campo grande como a plantação de eucalipitos,
dos meninos que carregam no "T" ao falar, reproduzindo jogadas
dignas de Manchester United (deve ser engraçado ouvi-los falar).
Acena para o estranho que surge do nada, que caminha devagar e
sujo sem a pressa de chegar em casa pra entrar na internet, só passa.
Olha aquele céu e em três minutos de silêncio pensa e interrompe a paz:
- Vendo isso, tenho certeza: o mundo não acaba.


Agradecimento à filosofia de Chapella

9 comentários:

Celine disse...

Acaba nao, mundao véi cheio de coisa.

Rodrigo Carreiro disse...

Se eu tivesse ai nesse texto estaria jogando bola ajudando o mundo a não acabar.
Belo texto.

marcos assis disse...

mundo vão, não caba não

Chapella disse...

Larêêêêê,



Perfeitoooooooooooooooo!!!!



O mundo só acabará onde forem mundos.


onde for mundo, não acaba. Nem com luz, estrada e internet.


Quando ainda falarem bom dia, nada de fim.



bjoooo



cH_

Larissa Santiago disse...

chapella...
te amo, brother!

Nadja Reis disse...

Que texto lindo!Poético!Voce ainda diz que não sabe fazer poesia!e isso é o que menina? rs bjosss

Patarata disse...

Não, não acaba...

Tal quão como tua produção criativa e fascinante.

marcos assis disse...

achei!

Emely disse...

Imaginei esse Lugar!
=)