quarta-feira, fevereiro 16, 2011

três

coração de dois
nunca fui única
exclusiva
especial

estava ali
e pensava noutro
parecia que o que tinha
cada vez mais
era pouco

me dê seus amor
os dois, ambos
bons, ocos
quero dois
um amor é pouco

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

acidades

não são as luzes da cidade
mas os faróis que me assustam
os homens não sabem o que é bom

as rimas não vem
falsidades da cabeça
ao cérebro convém

entre um verso e outro penso
e dispenso apresentações
não quero sonetos, nem canções

não são as cidades que me assustam
são as pessoas que caminham
e não me dão referência, inspiram
aff, que maledicência

outro verso e penso
que não sei fazer nada
preciso caminhar de cabeça
me jogar pra pêndulo

desconsidere essa mistura grotesca

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

pedido

toda volta angustia
então volta
vem meio dia

traz bolos, cores, amores
volta a me dar calafrios
risos frouxos, merendas
assobios

nossa volta é querida
ah quem me dera
aquele frio na barriga
e ser toda sua

outra vez

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

quentura

expelem fogo
essas paredes do meu lar
a brisa do mar
não me encontra
está contra mim

solução para os dias
seria banho, reza, água fria
no meio tempo derreto
enquanto meus dedos fazem poesia

terça-feira, fevereiro 08, 2011

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

nuvem (ou lá do alto)

bom é ser nuvem
nesse vai e vem
passar sempre bem

bom é ser ninguém
e passar desapercebido
andar sossegado e atrevido

bom mesmo é ser sabido
sem regalo ou sem vestido
ter a vida como um gás
branco, puro, querido


quinta-feira, janeiro 27, 2011

de noite

porres
dores
goles
o que fará te esquecer

choro
coro
outro namoro

vá embora
porque cada hora
é muito dia a devagar


digitando

conversas sensuais
vazia de assuntos banais
como eu queria que voltássemos atrás
e tudo fosse inocente, nosso, crescente
falas apagadas com teclas
janelas fechadas
amor de fachada

conversas não são mais
que palavras jogadas
sentimentos como porradas
esquecidas por quem dada
lembradas por alguém sofrida

terça-feira, janeiro 25, 2011

quarto andar

tardes ventosas me dão
sono
som
tardes de céu cinza
de nuvens brancas
apartamentos comigo

tardes calorosas me dão
fome
nome
noites de tv's ligadas
brancos de computador

tardes solitárias me dão
você

segunda-feira, janeiro 24, 2011

quarta-feira, janeiro 12, 2011

tédio

você entediou meu coração
e quando eu vi o mar da Bahia
tranquilizei aqueles pensamentos
era você me entediando outra vez

melancolia era seu nome
esconderam de mim
não me disseram antes
se eu soubesse eu não veria
aquele mar de amores

você arrebatou meu coração
levou pr'aqueles lados
e nunca mais o trouxe pra mim
não me importa, fique
ele é mais seu do que dessa dor torta

(podia também se chamar "mar da Bahia")

segunda-feira, janeiro 10, 2011

.

pálpebras: palmas
estás resistindo a mim
e não cerres enquanto
terminem meus olhares

domingo, janeiro 09, 2011

era (ou ainda será)

essas horas eram nossas
frações fixadas no visor
de qualquer um de nossos
celulares, medulares
nessa hora exata
a lua era nossa e nossa cama
era um pouco minha e muito sua
preenchidas pelos amores vazios
e conversas de cobertor
essa era nossa hora
de eternizar o segundo
e entender baixinho nosso mundo

sexta-feira, janeiro 07, 2011

misturado

apertos repentinos
significam ideias no peito
permitem fantasias
sonhos e pernas
abertas

sentimentos assassinos
verificam se há conserto
investigam primazias
sinapses e olhos
fechados

regimento de menino
machucam direito
mergulham alegrias
num mundo e ouvido
cansados

quinta-feira, janeiro 06, 2011

me negar

esquecerei as ruas
não mencionarei as janelas
corriqueiras, cotidianas
não serão poesias os passos
nem tampouco os beijos
motoristas
malucos
merecerei julgamentos
escárnios, lamentos
apagões, denegações
esquecerei meus elementos
minhas espumas
minhas palavras
e ficarei vazia
despreenchida
esquecerei de quê se escreve
esquecerei de viver

quarta-feira, janeiro 05, 2011

suor

na cidade onde o sol não morre
tudo derrete
o chão, as árvores, o coração
o asfalto ferve e o brilho
do astro cintila os carros
que calor do inferno!
trinta graus sentidos
na pele que arde
no prédio que desbota
e bota água pra dentro
a cidade onde o sol nasce às seis
cansou de derreter dessa vez

terça-feira, janeiro 04, 2011

falta

fazem falta as peles
os dias a encostar
meus pés nos seus
fazem falta os cafés
e os sorrisos melódicos

trazem saudades de volta
suas mãos eram milagres
trazem cardápios à porta
mão na minha me sufoca

arranca-me o ar no verão
mas não me deixa só no refrão

segunda-feira, janeiro 03, 2011

decorar

vestidos coloridos
para festas de tarde cinza
jogos imaturos de família
e casas de parede rosa

o mundo é uma roda, menina
hoje é azul, amanhã é nódoa
amarelo, bege, anilina
o que importa são as voltas

lilases enfeitam as unhas
e cada sorriso amarelo
embeleza a lágrima branca
que escorre no peito nuelo

arrume os sapatos por favor
separe as fotos em cor
das preto e branco
não lamente caso amanhã
escorra o vermelho por entre o tamanco

domingo, janeiro 02, 2011

sua rua

a voz rouca
atravessa as paredes
e as ruas da Barra Avenida
clamam seu nome
como cantam as melodias
do domingo à noite

distraí aquela rua
entorpeci alguns cantores
e chorei quase na mesa do bar
sentei de novo
no muro que nos dividiu
no mar que nos dividiu
o dia me iludiu

o tom me tocou
diferente de como
toquei você
eu não toquei você
mas mesmo assim
morrestes em mim
e de novo a rua
me enfeitiçou

me tomou como mulher
cantou a última canção
trouxe versos e vigas
encantou as luas da Barra
enfeitou as barracas do sol
fez dançar os casais bêbados

e nuca mais seremos os mesmos sós

sexta-feira, dezembro 31, 2010

domingo, dezembro 12, 2010

signos

palavras simples
não diriam
o que eu fiz
de tudo pra esquecer

todos os signos
juntos não representam
o que me apresentam
seus olhos

por isso desarranjo
tudo que posso
sinto o que trago
e abandono aqui
palavras que estrago

quinta-feira, dezembro 09, 2010

menu poesia

o que temos para amanhã?
poesia
café almoço maçã
refeição do dia
salpico palavras
corto parênteses
e na travessa: travessões
macarrões cozidos
ao molho mulher
e no café?
rima
menu: bacon no desjejum
sopinha de letras
e sobre a mesa chocolates
palavras doces dão fim
a orgia das terças


sábado, dezembro 04, 2010

a volta

de repente
aparece de novo
deixa tudo nervoso
os pratos caem
aparentemente limpo
e por dentro esbagaça
destroça, esmaga
veja o que provoca
infesta o ar e tudo
o que toca
se desfaz por dentro
e traz
a antiga sensação
de ficar bem e mal
em mais um verão

quarta-feira, dezembro 01, 2010

.

cachos me tomam
me envolvem me frisam
volta e meia me deixo
enrolar
enroscar
e meus olhos fitam
nenhuma flor ou laço
mas me embaraço neles
de longe sinto o cheiro
macio, brilhante
e quis passar
enroscar
enrolar
tal qual dedos
inquietos amantes

terça-feira, novembro 30, 2010

vaz(i)o

comer me dá vazio
vazio de te ver
vaga a palavra
não responder
é o caminho que não faço
o não que não consigo
desisto de comer
esqueço o que ia dizer
resultado de merecer
comer a palavra
emudecer
me perder nesse prato
vagarosamente engasgo
passo a palavra
à você

segunda-feira, novembro 29, 2010

maré baixa

areia fina
som de mar
menina
onda inclina
o mar olha
marola
vê demais
neblina
mareia o dia
e a concha fala
o que não mais
diria

domingo, novembro 28, 2010

moço de sábado

olhinhos claros
cabelos loiros
mãos moles
longo sonido
paixão listrada
coração batuque
e os olhos se viram

ritmo brisa
lábios frescos
colunas iguais
melodia Reckard
paixão listrada
pés batuque
e as mãos a pingar

braço magro
pele calma
cada tela bela
no seu olho:cama

terça-feira, novembro 16, 2010

ritual

poder a todos
os deuses nus
nessa cama
camamente
um imã energiza
uma unha chama
prazer a poucos
os instantes quase
os que são sempre
nossa trama
vagarosamente
inocentemente
irremediavelmente
poder aos poucos
prazer aos loucos

domingo, outubro 24, 2010

apertamento

retratos parados
pinga a pia
pinga lá fora, noite fria

paredes pálidas
e portas de natureza torta
jardim sem maçã ou erva morta

no espelho o banheiro
a meia luz da varanda
toma banho o chuveiro

sozinha a cozinha
a sombra passeia
dá pra ver a vizinha

apartamento tem querer
em pé tomando café
quer sua presença, seu cafuné

domingo, outubro 03, 2010

mal dormir

hoje o sonho me acordou você
e me veio a festa dos matos
quando o carro passa
trouxe a marca verde do sol
permanente na vista
e as montanhas redondas
iluminadas as retinas
roteiro feliz nos beijos espalhados
sonhos com músicas pra ninar você

quarta-feira, setembro 01, 2010

pra vir

chega
de te ver
de te longe
se esconder

deixa
de querer
de falar
me enxergar

esquece
e me some
me desfaz
desaparece

chega
chega logo
chega liga
chega perto
dá um chêro

domingo, agosto 22, 2010

lesera

um brinde as babaquices

idiotices e besteiras

ah nós! Contemplativos

parabéns aos estúpidos

as mesmices inúteis

as promessas vazias

um salve para os medíocres

e sua estupidez cega

que fundamentaliza o viver

aleluia, oh céus

e livre dessa inglória os meus

a alguns o infame poder

da insignificante criatividade

sexta-feira, julho 30, 2010

para Elias José

escrevi cem vezes o bilhete de amor
escrevi mil vezes o bilhete de amor
escrevi trocentas vezes o bilhete de amor

amor, você ainda lê bilhetes?
amor, e o som dos clarinetes?

escrevi mais uma vez o bilhete de amor
e nem virou poesia
dei-o ao franco-atirador

quinta-feira, julho 22, 2010

quinta-feira, julho 08, 2010

janela

apertado é o coração de quem ama
novidade não há para os poetas
pistas tristes, faróis vermelhos
cansamos de ter

cansado é o coração de quem ama
navalha para poucos
chuvas frias, passos silenciosos
amamos? vê...

malvado é o tempo pra quem tem
embriaguez nos sonhos todos
prédios acesos, redes vazias
distanciamos, crê?


sexta-feira, junho 18, 2010

homeopatia

poesia cura
macumba de curandeiro
dor de partida
ferida de coração
partideiro
boêmio, faceiro
cura e mata
devagar na valha
feita pra cegar
alguma pena
que venha ou vai
mandinga de olhar
poesia há de passar
nem que seja pra
jogar na cova
terra, lágrima e dor
última pá

quinta-feira, junho 10, 2010

depois pois

dez segundos depois do amor
está a morte
sim, podíamos morrer
depois do prazer
nada mais sentido faz
pra que homens trabalhando
meninos na escola
água empoçando
a morte prolonga
o sentir vazio profundo
depois dos dez segundos

terça-feira, junho 08, 2010

seu jogo

quem sou eu
no seu jogo
do bicho?
- ninguém
a mulher da banca
pobre garça elegante
esquizofrênico perambulante
leão que marca com a língua
homem preto velho
na janela
pomba branca triste
não sou eu
nesse seu jogo

(me perguntando pra você quem sou eu)

sábado, junho 05, 2010

meu mar

mulher
na frente mar
nada demais
como o vermelho do batom
na boca dela
boca da tarde
braços do mar
mulher má
e seus vermelhos escondidos
sangra boca e mar
batom bom gastar
transar a mais
ânsia de ver
mulher

segunda-feira, maio 03, 2010

cheio de tudo

tudo cheio
ônibus e saco cheio
na cidade
boca cheia
canta e enche
o pulmão e a barriga
ponto cheio
bem final
fim de linha final
paciência enche
rua enche
bueiro enche
email enche
pro nosso final
boca na linha: fatal

quarta-feira, abril 28, 2010

te vi no tchau

já vi o adeus
sério, eu vi
era um domingo
de manhã
de novo
já indo e dando
repetidos tchaus
repentinos maus
vi os olhos rompendo
a barreira do saguão azul
era um domingo
de novo
um novo
já dizia minha voz
eu sabia que ias
desde que chegou
e de manhã
rompeu minha vida
como todo dia
em que me cegou

segunda-feira, abril 26, 2010

deusa ou serei eu

rio de abelhas rainhas em sua cama
rainha é sua cama
de onde emana leite e mel
de manhã café e mel
gostos tão comuns o meu e o seu
do suor que selou o corpo
bebido e oferecido aos deuses do amor
é bom celebrar no ápice ir eternizando
horas num século
derramando o mel e o céu em nós

toda manha tem o mesmo
toque de cetim, de pano quente
cores de quentin sobre os corpos
um guerra onde a paz era sua
já perdi e nem tem graça
e roubei seu troféu comigo
bebi a bebida da sua vitória
dando adeus aos nossos deuses deitados

sábado, abril 17, 2010

quando não é inverno

a chuva caiu
e era montanha
quente
do umbigo pra baixo
lento de ver
na subida do carro
pleno vento
na orelha
e sabor de
menta nos dentes
como num passo
de tango ela passou
deixando úmido
tudo por fora
nem frio ficou
mas o abraço chegou
e o desejo no papel
eternizou aquela subida

domingo, abril 04, 2010

solos

comigo
solos de sax
não combinam
bate violento e
lentamente dói
é como mulher
que grita
a todo toque
marcando os tons
dando ritmo
são melhores
os de guitarra
baiana
muito menos
velozes, sutis
tendo o homem
a dedilhar, lamber
cada fio e traço
fino trato

é tão bom que dói

quinta-feira, março 25, 2010

pode?

pode ser desajeitado
torto, lerdo
rude, desfeito
tardio ou imperfeito
pode ser teimoso
disforme, invejoso
fraco ou preguiçoso
chato falho burro
bobo chucro ogro
ainda assim és pra mim
o mais de todos

quinta-feira, março 18, 2010

o que não se diz ou sentiu

poesia pintada
arte sentida
cada instante ficava eterno
tudo que durava um segundo era pouco

parar nunca mais
a memória olfativa traz
o texto todo na cabeça
sabias bem o que ia dizer todo dia

só o momento não permite
o olhar é fulminante
olhos de eternidade
feitos pra ficar sobre ela

e se o tempo acabasse ali?
seria só um quadro, perfeito
seriam múltiplos gozos, vozes
beleza da arte revelada


sexta-feira, março 12, 2010

photo

Gravado
como num bit de música
Igual marcas de sol
cortes de gilete

Registrado
feito linhas na estrada
palavras no dicionário
Assim como meus arquivos
no computador lá de casa

Pra sempre
rasgado na pele
Carimbado com suor
selado pelo sorriso matinal
na memória da alma

segunda-feira, março 08, 2010

visitante

desde que chegou o amor
o coração é insone
a agonia é certa
como todos os dias são quentes
borboletas no estômago
e reações impensadas
desde que o amor fez favor
de entrar sem licença
descansar as mãos pequenas
é que a intranquilidade reina
e bonita faz abrigo,
pede água e deita na cama
deixa os cabelos loucos
as mãos cabisbaixas e
os pés boquiabertos

desde que o amor entrou
as coisas por dentro se apertam
como se não coubesse tudo junto
não dá, coração chega pra lá
vê se dorme sem olhar
a nudez desse

segunda-feira, março 01, 2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

chegada

Caia em minha cama

Derrame suas palavras

Mais úmidas no travesseiro

Guarda-chuva de amor

Explosão de bueiro

Extintor

Banho de sentimentos

Cheiros insólitos e confusos

Durante a tarde quase-cinza

Mostre a água no banheiro

Parada para o silêncio

Inspirador

sábado, fevereiro 06, 2010

explicação ou do lado de dentro

Amor como cura
Como tarde colorida
Vem na poesia
E não é de verdade

Que se sente é apenas
O que disseram ser
Mesmo se vermelho for
Tudo por dentro

Pra ficar limpo
Triste e macio
É só sentir profundo
Uma pitada de dor

As coisas transformam
E palpitam no amor
Sempre o mesmo
No mesmo sentido

terça-feira, fevereiro 02, 2010

poesia de di noite

Cada solo de guitarra que vejo
é todo sonho de noite
virando realidade aumentada
de noite às vezes não vejo
o quanto te amo

E perco de novo as notas
do sax que estavam aqui
perto do céu que você deixou
antes de viajar em outros ares

O que penetram são moscas
e vozes melancólicas pra
lembrar a memória ainda
sincera comigo, como essa
dor sincera

Anda logo com isso
e vem ver aquele jazz
favorito pra nossa cama
e melhor pro baterista
aumente o volume e a vontade
realidade imensa do tamanho
da saudade que vai quando amanhecer

E a imagem ser só um nariz
fino e perfeito a respirar
os ares quentes do lado de cá
o lado meu da sua cama
era sempre meu
um sonho louco sem rima
sem nexo com muito som
agora me deixa te ouvir

Voe logo com isso
apareça pra completar essa música
e fazer par com a dor de dentro de mim

segunda-feira, janeiro 25, 2010

beira de mar

molha o pé na água
lava
limpa

anda na areia
mela
suja

senta na cadeira
pede
muda

nunca mais viu ela
cheia
nua

terça-feira, janeiro 19, 2010

vem

De onde esse olhar?
Esse calor que emana
Do corpo mesmo longe

De onde essa música?
Tocando com leveza
Cada nota de minha voz

Fica de onde vem
Porque é eterno se
Todo dia for diferente

Fica, porque desde que
Meus olhos viram teu sorriso
Quis beijá-los de perto

terça-feira, janeiro 12, 2010

quartos

o calor dos seus dedos
são vistos de longe
das janelas do quinto andar
onde o rebolar percorre
o menor gesto vulgar

úmidos são os pés encontrando
os meus tão perdidos
suspiros implacáveis
por sobre a varanda escura

que pena pois sei
do adeus iminente
tal qual ligeiro o
vizinho viu

desfazendo os sonhos
os laços
e os zípers
dos quartos do primeiro andar

quarta-feira, janeiro 06, 2010

receita

não falta muito pra te esquecer:
duas colheres de orgulho
uma colher de decisão
uma colher de sopa (cheia) de razão
Algumas pitadas de humor e gargalhadas
E um novo amor à gosto
Aí sim, ansioso e disposto
Sentarei no sofá
com o filme mais tosco
e apreciarei o início do fim

segunda-feira, janeiro 04, 2010

janeiro

era dia 3
mas era o 1º
sinal certeiro
amargo no peito

os dela eram lindos
macios, vivos
nas mãos passageiras
leves, ligeiras

fazia 1 ano
que estava a 1 semana
dos cabelos liso-enrolados
e dos cheiros na face

é como se já
visse ontem
o que aconteceu
a cada dia

como viu dia 1º
no sinal
o verdadeiro adeus

segunda-feira, dezembro 21, 2009

sobre você

É onde eu quero falar
Respirar devagar você
Como num domingo qualquer
Que eu caminho e vejo o mar
E vejo sua mão
E vejo a inveja
Mas era você que ia falar
Quando a gente riu na beira do mar
De novo mais uma vez a rima, ria!
Porque agora é você
É sobre você onde eu quero
Falar na sua boca
Em mais um domingo
dia pra respirar

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Rio Vermelho

Cansei de ser feliz
assim nunca mais vou
conseguir fazer poesia

texto aparecido na parede de uma casa no Rio Vermelho

quinta-feira, novembro 19, 2009

o poeta

tem que ser só
com alguém do lado
longe e só
tem que ter abismo no peito
loucura nos dedos
risos insatisfeitos e
alegrias mortas
tem que odiar o primeiro verso
engolir a seco a nota
mais doída do piano
suspirar com o cheiro dos mortais
beber até chegar ao inferno
pra conseguir botar pra fora
um dia tudo que está
nas entrelinhas.

quarta-feira, novembro 04, 2009

ao redor

é um impulso de ver pra cima
perceber no arrepio do olhar
o quão bom e frio é estar - só
um riso de canto-de-boca seu
sem ninguém pra rir do lado junto
ou uma ânsia por escrever com
o lápis que nenhum outro vai apontar
desenhar os M's bem curvos
e gritar pra dentro até ficar mudo
aquela música que nem você
sabe porque veio e se não vai

ir levando os pés calmos
sentindo cada ruga ao redor do chão
frio sem canto na noite do violão
verso sem rima e sem você
tentando apurar as vistas e não ver
o lado vazio e sem a voz de longe

terça-feira, outubro 20, 2009

domingo, outubro 11, 2009

ela e ele

ele: amor, sonhei com o Tião, nosso cachorro!

ela: eu pensei que você tinha dito "te amo"

ele: ah... então ele não me lambeu?

sexta-feira, setembro 25, 2009

H de tempestade

todo h no final me inquieta
me assanha
me alvoroça
me aperta

insight fight diet critch
nem o último nem o primeiro
no meio
central
certeiro

feito flecha no calcanhar
tal qual soco, sopro na vela
quando apaga
soco na cara

como temporal
com seus raios claros
pela tela da terra
rápido, inundado, dolorido, lindo
lindo como chamas linda

o que vi foram vigas de trovão
braços forte peito forte
coração right
e lá vem de novo
o h de tempestade
me tirar do sério do chão

fazer voar derrubar o avião
tá bom mas dessa vez
me deixa aqui
ver da janela e chuva
thunder lightning luna

todo h me atrai
me chama
me ama
assuma.

sábado, setembro 19, 2009

lençóis

sábado de manhã
tem cheiro
de chapada diamantina
neblina no olho
frescor primeiro

Musica na trilha
Alceu Valença
Chico Ciência
pra casa de um homem

folhas serradas
cortando o céu
mandiocas goiabas
decoram a cidade de pedra

sábado cedinho
quando o olho não abre
mas o coração primeiro
é dia de engolir o sol
sentir gosto inteiro
da umidade que some

domingo, setembro 13, 2009

jazz ou minha morte num filme de woody allen

morreria ali
ao som de Davis
guela gelada
sol nos cabelos dos guris

afundada ou bêbada
de infarto fulminante
com o maestro arrogante
no sax tenor pendurado

lugar santo de morte
que leva alguém por azar
ou por sorte
topar com o destino só
dos colibris da tarde
livre, bebendo cubas libres

sim morreria ali
sobre a mesa iluminada de vela
vendo homens de variados cliques
a sutileza da tatuagem amarela
e a gentileza do garçom Miles

segunda-feira, agosto 24, 2009

Respostando

Mais é muito metido esse blog mesmo!
Quem é você pra falar de mim?
Ridículo, petulante, mal agradecido...
E por conta de sua audácia tome aí mais uma poesia:

filho da puta
morde e assopra onde menos te dói
te odeio até te amar de novo
e mais um vez nego o que tanto queria
sacana
que pouco ama quando me tem
e mesmo me tendo quer sempre
me deixar toda vez, todo dia
infame
a pontinha do prazer que chega a doer
é ter seus azuis mirando em mim
grandes e desgraçadas mãos distantes
te odeio até te amar de novo

quarta-feira, agosto 12, 2009

Alô?

Bom, eu não sei muito como falar por aqui. Hoje é minha primeira vez. Vou tentar ficar mais relaxado... Pra que não me conhece eu sou esse blog e resolvi me revoltar. Essa menina que escreve aqui, essa tal Larissantiago não tem noção de nada, não sabe o que eu sinto e por isso só escreve essas merdas dessas poesias. Antes até rolava uns contos, uns memes, uns depoimentos pessoais, mas gora é só poesia! Que porra é essa? Queria umas fotos de sacanagem, alguma estória que desse um roteiro de filme, algo que me valorizasse mais. Às vezes não me reconheço, de verdade e isso me dá medo. Não sei mais o que fazer nas garras dessa mulher. Aliás, isso é pra você D. Larissantiago: vá pra porra!

domingo, agosto 09, 2009

Chica

Casa de vó
café tv conversa, festa só
cozinha pequena
minúscula ação
cheiro de chão
com sabão em pó

Embolar nas tardes
rir na cama
com vista pro computador
crochetear verdes-abacates
- vê lá, quem chega, é Ana

E o provinciano jornal
com chaleira no fogo
xicrinha de louça
memória divinal
é ver cabelo cinza
enrolado na touca
tal e qual Roberval

Chique seu falar
Acadimia jazzi tiuria
Ah se fosse professora de geografia!
ensinaria sobre o vermelho mar

A bença mamãe Zeca
que o beat de suas orações
alcance os mais altos corações
no ritmo bom, alto, alegre e simples
como a rima no verso: - sapeca.

quarta-feira, julho 29, 2009

poesia de dois

Fuçando os papéis por esses dias, encontrei os poemas de minha amiga Carla Mattos jogados junto aos meus e me lembrei do nosso projeto poesia de dois, que pretende sair do papel.
Prometo fazê-lo conhecido de vocês, mas por enquanto confiram uma poesia dessa moça encantadora, a quem primeiro mostrei minhas tentativas de poesia.

Não me importa sua gravata
Nem mesmo a cor do seu terno
É lamentável e sem graça
Saber do óbvio desse inferno
O inferno que você causou
Quando eu acreditei em você
Me joguei, fui à luta
Levantei bandeira, pra que?
Pra rir de mim e de todos nós
Me deixar com fome
apagando a estrelinha
E eu apertando meus nós
Porque estou emagrecendo
Enquanto você folga os da tua gravata
Afogando suas magóas
Num copo gordinho de uísque

Mas suas barbas estão de molho
Todo mundo tá de olho
você vai ter que explicar
Ter que parar de voar
Suas horas estão contadas
Estamos de mãos atadas
Você não vai poder dizer:
Esqueçam tudo que escrevi


Carla Mattos, sem título

sexta-feira, julho 24, 2009

quarta-feira, julho 08, 2009

de repente

sem palavras cada momento junto
e mil vontades no instante que some
sobe sai e fica pra sempre
o calor superficial das mãos que sentem
as digitais são iguais as que ficaram por anos
3 anos?
o tempo parece não passar para um amor passado
o tempo parece não passar para um amor passado
tudo igual dentro e fora aqui e lá passado e presente
as palavras surgem cuidadosas como antes
a vontade que não some substitui o medo
os olhos distantes do lugar frio são seus
o beijo entre o nariz e a boca ficará para os próximos
anos
3 anos?

quarta-feira, junho 17, 2009

ela & ele

ele: quer casar comigo?

ela: amor, nós já somos casados, esqueceu?

ele: então vamos à melhor parte: lua-de-mel!

segunda-feira, junho 01, 2009

doses

Bebo
cada gole desce e rasga
cada corda que queima
arranha e arde
não sei o que roda
dança, não destingue
Bebo
e queria beber-te a ti
pouco a pouco
gole a gole
saboreando a hora
degustando dor
derramando sal e álcool
Bebo
e vomito o que não era
boto mais uma vez
você pra fora de mim
chorando querendo
que fique pra sempre
mas sem aquela dor
no estômago do dia seguinte
que vem sempre que não 
tem você, nem bebida.

sábado, maio 16, 2009

Quando tudo se ascendeu já era tarde e o que havia era uma mulher de bruço ao lado da banca, na outra esquina, a poucos metros do banco dele. 
Ele, com os olhos remelentos da noite anterior, queria voltar pra casa, tomar café e dormir mais, mas não resistiu e quis vê-la. Parecia uma boneca de louça. Vestia uma saia de chita e uma blusa preta. Era aquilo mesmo chita?
O que importava mesmo era a rua deserta com os garis amanhecidos que não ligavam pra ela. Dessa vez olhou para os lados. Observou tudo e andou mais devagar. Pôs os pés perto da cintura dela, olhou para os garis e agachou:
- Hey. Você está viva?
Nada
- Me responda, ei.
Nada. Sacudiu com força.
- Moça! o que é que há?
Os garis pararam de varrer e arregalaram os olhos. A rádio comunitária desejou bom dia.
- Quem é você? - disse a mulher, virando cuidadosamente.
- Você está bem moça?
- Perguntei primeiro - disse ela.
- Não importa, pode se levantar?
- Não sei, me ajuda?
E ele a carregou até o banco mais próximo, como cuidado de olhar para os lados e conferir os poucos transeuntes .
- Já estou melhor. Foi ontem à noite...
- Sabe o que foi aquilo?
- Não sei, mas estou bem. Pode me deixar aqui.
Deu um passo pra trás e fitou os olhos dele. Os dois tinham remelas.
E aquela saia de chita, porque ele achava que era de chita? Ficou olhando pra ela, enquanto se limpava e batia na sala.
Caiu em si e foi saindo devagar. Continuou a olhar os pés e o chão, o chão e os pés, agora pensando naquela mulher deitada no chão. Ele não sabia, mas ela o acompanhou com o olhar até ele sumir no horizonte.
[continua]

segunda-feira, maio 04, 2009

Se você lesse

deixe eu te amar
ruim, desajeitado
estúpido e muito
não me abraçe!
Me deixe chorar tudo
e o que ainda falta chorar
não me acalme
não me corrija
não me diga palavras boas
me deixe cair
me deixe errar
te amar torto
injusto, sozinho
triste e grande
Não explique esse amor
não meça distância
nem impeça a loucura
não me ouça falar

segunda-feira, abril 20, 2009

ele e ela

ele: linda!

ela: ahn?

ele: era o que eu esqueci de dizer.

ela: você.

ele: eu?

ela: era o que eu disse que ia esquecer!

terça-feira, março 31, 2009

suicido

lendo poemas enamorados
dividindo o lugar com um estranho
ouvindo músicas com gosto amargo
cordas, navalhas, canivetes
uma janela aberta para a última frase
um coração dilacerado pelo golpe
estado de choque
choque, navalha ou veneno?
Moraleida se jogou
eu vou me matando aos lentos

vendo enamorados 
escrevendo e matando você em mim
engolindo seco o suco gástrico
afogando-me em minhas lágrimas
murro, atropelo e tiro
do fatal adeus ao fundo
fundo preto do poço
lá as lágrimas pingam tortura
e eu morro te vendo
fazendo poemas enamorados
matando as palavras, inexistindo ao seu lado

terça-feira, março 24, 2009


Era noite e a rádio comunitária cantava roucamente: "nosso amor que eu não esqueço e que teve seu começo numa festa de são joão..." Ele caminhava vagarosamente pelas ruas da cidade sem olhar quem vinha pela frente - pés e calçada, calçada e pés, pés e calçada, calça
- Desculpa senhora.
- Olhe por onde anda, insolente!
Nunca ninguém o havia chamado de insolente, não que ele lembrasse... e seguiu sem olhar pra frente e agora sem saber onde ia. Um barulho de buzina o fez olhar para o lado e foi quando avistou um bar; sentiu vontade de beber, mas não tinha um puto no bolso. Voltou a caminhar. Passando pela praça principal tornou a ouvir a droga da rádio comunitária: "nunca mais quero seu beijo, mas meu último desejo... 
- Ahhhhhhhh!!!!!
Ficou tudo escuro. Ouviu gritos, freios, risadas, tombos; quis voltar, não conseguiu. Esfregava os olhos, mas a visão só voltava com o brilho dos faróis dos carros. Também não seguiu a intuição, ao contrário: achou com a canela um banco na praça e sentou-se para esperar a normalidade.
[continua]

quarta-feira, março 18, 2009

emprestado

jogo um verso
converso
não tô quieto
esperto
inseto
incerto
tento 
e tudo que sai 
empresto
eu não presto
nem pra um 
resto
de verso
desconverso
eu não presto.

quinta-feira, março 12, 2009

ela & ele [início da saga]

ele: oi, tudo bem?

ela: tô de saída.

ele: só perguntei se tá...

ela: tá tudo bem e contigo?

ele: comigo só se você ficar!

quarta-feira, março 04, 2009

Beat

u get me out of here
u get me out of here
u get me out of here
u get me out 
u get me u get me out 
u get me
u n me
u n me
u in me
u get me out of here
                       here
u get me    u get me
u get me   u get me
u in me     u in me
u get me  u get me
u n me out of here


quinta-feira, fevereiro 26, 2009

pelada


escanteio do são caetano ou
seria escantano do são caeteio?*
às vezes eu odeio futebol.
me dá raiva Luiz Roberto ou 
Luicano do Valle falando durante
um lance, uma falta: gooooooool!
E ninguém viu.
às vezes amo futebol.
o dible, a falta, o frango
quando o palmeiras vira no são caetano
quando o vitória faz um gol no bahia
- impedimento!
ruim é quando o telefone impede
- o que?? foi gol?? escanteio?
[nessas horas eu odeio é o telefone]
e ninguém nem ouviu!

* trocadilho de Bidhu

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

lamúria

palavras merecem 
melhores lugares.
livros, ouvidos, bocas
mas essas merecem
guardanapos,
descartáveis,
absorventes.
merecem essa dor
uterina, visceral
amarga e doce
como aquele figo
como eu
como eu como você

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Ela

Ela: porque você veio?

Ele: não sei, sem você...

Ela: você sabe, sabe que pode sem mim

Ele: eu posso, só não gostaria.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

aos seus olhos azuis

Se você quiser vou
Se deixar a mão quer
Como no sonho sempre vagueia
Os olhos azuis, nariz e pé
                  *
Te amo e grito pra dentro
por um bom tempo tento deixar
sentimento, luz amarela, assento
e a voz no peito a letra faz calar
                  **
Eu vou ainda
São seus pés que os meus querem
Umas mãos, luzes, pele
Seu nariz minha boca beijar
O melhor nariz pro meu passear

terça-feira, janeiro 27, 2009

Uaitin 4

Esperar é a atitute mais imbecil que conheço
Eu conheço.
E observo a cara de quem espera: sombrancelha, 
ar de revolta, mãos impacientes - perfeito imbecil!
Sentindo dor, ali sentado esperando...
É como dor de calo aberto quando bate a água do banho
É lavar as mãos e usar os eletrosecadores quentes: inútil.
Esperar o pêlo crescer pra cortar
Esperar a água do café derramar
Esperar ferozmente os amores alheios
É um porre de cravinho!
Esperar na estação onde todo mundo passa, só o velho que
vende cartões telefônicos e não espera compradores fica.
Fica e não te olha, afinal és um imbecil a esperar o que não vem.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Olha a vadiagem




Recebi das meninas do Futebol de Mini Saia dois selinhos: Um é o do Prêmio Dardos e o outro é o Blog Maneiro.
Existem algumas regras para cada um deles, mas como regras existem para serem quebradas, vamos mesclar aqui as duas e fazer uma regra novinha... Pode ser, garotas?
Primeiro, o texto que acompanha o Prêmio Dardos [uma obra prima, diga-se de passagem]

"Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro(a) emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os(as) blogueiros(as), uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web."

Texto esse que deve ser exibido pelos blogueiros indicados, que precisam também indicar mai 10 blogs ao mesmo prêmio; segue então a minha lista, a lista dos blogs que merecem esse prêmio:


Já o outro selo, tem uma coisita diferente: você pode mandar uma foto sua ou de seu miguxo
para o email olhaquemaneiro@gmail.com e os 10 links dos blogs que você também indica
e assim poderá concorrer a uma caricatura massa da foto enviada! Para esse selo seguem mais 10 blogs que considero maneiros:


Eu adoro receber selinhos espero que vocês gostem também!

terça-feira, janeiro 20, 2009

Versos Gerais

Acho que molhei o poema
Molhei a melhor parte
Molhavam também as grandes serras:
Couves-flores de Deus!
E umas cores desciam 
desciam lágrimas no sorriso
molhavam meus cabelos
O sorriso
Os cabelos
É tudo que guardarei
Sem molhar e pra sempre.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Ele

Ela: eu sinto saudade, é tão estranho

Ele: é louco não é?

Ela: É, eu acho que ela é uma mulher...

Ele: Eu conheço saudade também

Ela: Ah é? ela já se insinuou pra você?

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Pra que serve a tecnologia?

          
Uma pergunta difícil numa hora dessas
quando eu estou aqui esperando passar meu café,
escrevendo no meu lindo PC, ouvindo minha TVzinha
e com o agouro do rádio de pilha de meu pai!!!!
Não é que tudo isso só é possível graças a tecnologia?!
Dizem que ela esteve presente desde o início da civilização,
na descoberta do fogo [técnica + ferramenta] e que sua finalidade
é sempre facilitar a vida nesse mundovão!
Isso é bem verdade: falar com a miguxa em outro estado, coser a
roupa rasgada, tomar um cafezinho gostoso e até dormir uma 
cama macia é tecnologia minha gente!
E graças a ela, eu posso daqui do meu pc, deligar essa televisão de m*
fechar minhas cortinas, me concentrar e escrever aqui no blog pra,
com fé em Jah, poder voar ao encontro do Campus Party 2009

terça-feira, dezembro 23, 2008

Então é Natal e o que você fez...


Pra não dizer que eu não fiz nada
fiz a unha e pintei o cabelo!
Tá tá tá, uma coisa pro próximo, uma
caridade [deixe-me ver]...
Ah gente, ninguém aqui vai me bater
não é mesmo? Papai Noel vai me dar
meu Ken, certo!
Tá bom... fico triste nessa época, mas
meus queridos leitores [se é que tem]
merecem meus votos de felicidade e sucesso!
Por isso, beijos e abraços para todos
os amigos conquistados esse ano, em especial
aos blogueiros linkadoss!!
E pra não deixar em branco, vou fazer um Meme
de Natal, um que a July me passou, mas se me dá
licença flor, vou modificá-lo, colocando o que
desejo pro próximo ano:

Quais os meus seis desejos para 2009?

1. Um bom emprego
2. Nossa casa, hein Nine?!
3. Namorado! Alguém?
4. Voltar ao tango
5. Aprender a andar de bicicleta
6. Minha viagem [London London]

Pra saber o desejo de ustedes, passo pra quem quiser
em especial pra o Sr. Rodrigo, Jorginho da HOra, Itana,
Celine [minha xureba], Biana [linda] e pra Jeff!

Um Feliz Ano todo pra vocês, meu povo!!!

terça-feira, dezembro 16, 2008

O sonho


Ele chegava, com alguém que não me lembro,
alto e lindo como sempre foi!
O coração pulava até a garganta e o inglês
era perfeito que entendia tudo o que diziam
um ao outro...
Acho via televisão e conversava com alguém,
e ela só olhava admirada, feliz e sentido
aquele anjo preencher sua casa.
E depois de algumas imagens tele-transmitidas
e mais pessoas e azuis que saíam de não se sabe
onde, ele adormecera no sofá...
Ela o chama, então, acordando-o serenamente, com a
doce voz que sabia fazer, e encontra aquelas
mãos para o conduzir a sua cama.
Juntos dormiram no mais real sonho, o sonho em que
sonhava dormir e sentia os braços a envolver
sutil e delicadamente...
- o sonho ainda não acabou! - pensou.
Mas quando abriu os olhos, viu que o espaço estava lá
como houvera prometido todas as noites...

[pintura de Pedro Moraleida]

terça-feira, dezembro 09, 2008

Ele & Ela

Ela: eu queria ver você!

Ele: deixa eu lhe dizer uma coisa...

Ela: Não! Não diz! Você me machuca, e me faz sofrer,
e toda vez que eu ouço você me dizer essas coisas eu...

Ele: Me faz um favor?

Ela [hurtin]: Sim!

Ele: Abre a porta.